A video-aula dois trata, principalmente, da superação da disciplinarização, já mencionada anteriormente, que ocorreu por volta do século XVII, permanecendo ao longo dos séculos XVIII, XIX e XX. Importante compreender o que Edgar Morin chama de "pensamento simplificador". O autor faz um estudo sobre a historia da ciência e busca compreender o que grandes cientistas fizeram para estruturar a modernidade, paradigma de forma da organização da ciência e do pensamento, que configurou o pensamento dos séculos citados. Mas o que esses autores fizeram na criação desse paradigma?
De acordo com Morin, três princípios fundamentam o pensamento simplificador e garante "essa modernidade":
De acordo com Morin, três princípios fundamentam o pensamento simplificador e garante "essa modernidade":
- DISJUNÇÃO - Separação entre os diversos tipos de conhecimento. Criação das disciplinas. (Para estudar um método, uma das características para tornar o estudo mais simples, facilitar e ser mais eficiente no estudo dessa realidade, dessa natureza é o que se chama de disjunção. Separa-se o todo para estudá-lo em pequenas partes)
- REDUÇÃO - Do complexo ao simples, analisa-se a parte como se fosse o todo. Como consequencia da separação do todo em partes, tira-se a complexidade e busca-se uma simplificação desse corpo, a partir dessa disjunção, trabalhando com a redução. Isso é um risco: - redução do complexo ao simples; - analisar a parte como se fosse o todo, essa é a tendência do pensamento simplificador.
- ABSTRAÇÃO- Gerou a matematização e a formalização da ciência. (São formas de organização do pensamento e da ciência, facilita a compreensão da coisas, as tecnologias tornam virtual o que é real) .
A partir do século XX, movimentos tentam superar a disciplinarização, que a ciência provocou no conhecimento. Esses movimentos de superação recebem nomes de: transdisciplinaridade, multidisciplinaridade, interdisciplinaridade, apresentando características semelhantes, mas também algumas diferenças:
A classificação apresentada abaixo é a mais comum e foi proposta originalmente por Eric Jantsch e sofreu algumas adaptações de Hilton Japiassú (1976), um dos pioneiros da interdisciplinaridade no Brasil.
A autora Laura Monte Serrat Barbosa cita:
“Usando a imagem trazida por CORDIOLLI (1999), o papel dos Temas Transversais é o de servir de “óculos” para que os elementos do ensino–aprendizagem e sua dinâmica possam ser percebidos de uma forma diferenciada e crítica. No entanto, esses “óculos” não têm somente o poder de nos fazer perceber o mundo, a educação e o ensino de forma crítica, mas têm, também, o poder de modificar a ação do educador e da educadora na medida em que mudam suas percepções e concepções.”
Pensar em conjunto, esvazia a mobília com gavetas e preenche um grande baú.


