14.12.11

M2: Video Aula 8 - Distúrbios Alimentares (anorexia e bulimia, obesidade).

A alimentação saudável é um dos fatores mais importantes no crescimento.  Deficiências nutricionais ou excessos na dieta estão associados a diversas condições de saúde (anorexia, bulimia e obesidade), não só na infância, mas também na vida adulta.

Entender o que é uma alimentação (equilibrada, completa e variada) e um estilo de vida saudáveis são temas relevantes que podem fazer com a escola faça a diferença.
Distúrbios Alimentares:
Os distúrbios alimentares são responsáveis pelos maiores índices de mortalidade entre todos os tipos de transtornos mentais, ocasionando a morte em mais de 10% dos pacientes.
A grande maioria - mais de 90% - daqueles que sofrem de transtornos alimentares são mulheres adolescentes e jovens.
Podem ser causados pela integração de fatores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais, trazendo alterações significativas do comportamento alimentar.
Anorexia nervosa
É muito bom redescobrir as formas do corpo à medida que o ponteiro da balança começa a descer, mas tem gente que, mesmo sem nunca ter sido gorda, alimenta um desejo obsessivo de ficar magérrima!
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O problema é que essas pessoas não ficam só na vontade de emagrecer. Elas desenvolvem um tipo de rejeição à comida que as faz perder o controle. Isso é a anorexia nervosa, uma disfunção que pode aparecer sozinha ou em parceria com a bulimia (compulsão pela comida, seguida de culpa que faz a pessoa utilizar métodos de expulsão do que comeu, de seu corpo).
A rejeição à comida (anorexia, com incidência de 1%) é classificada como um transtorno alimentar e suas vítimas são quase sempre (95% dos casos) mulheres jovens, de 15 a 20 anos, excessivamente preocupadas com a aparência e mais sensíveis às influências dos padrões de beleza em vigor para firmar sua personalidade. A doença também ataca mulheres na faixa dos 30 e raramente as acima dos 40. Porém não quer dizer que a adolescente que adora estar na moda esteja sujeita a manifestar o problema.
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Um dos primeiros sintomas é a perda da noção que a pessoa tem da sua imagem corporal, mesmo magra ela se vê gorda, acredita que precisa emagrecer ainda mais, e que o melhor jeito é parar de comer. Normalmente essas mulheres não acreditam que este medo de engordar possa ser sinal de alguma disfunção. A prática mostra que uma das partes mais difíceis do atendimento para tratar a anorexia nervosa é convencer a pessoa de que ela está doente.

Normalmente, essas pessoas só são levadas à tratamento quando a anorexia já está em nível elevado, ou seja, quando os sinais já são perceptíveis, quando o emagrecimento já é exagerado, aí é que os parentes (pois a pessoa não se vê tão magra) ou amigos próximos percebem que já ultrapassou o limite do normal.

A família sempre deve insistir no tratamento mesmo que a doente queira parar. O atendimento especializado é a única saída para controlar o problema antes que o corpo exija atendimento médico por causa de uma emergência.
Sem tratamentos, a anorexia nervosa:
  • Desgasta emocionalmente.
  • Debilita os órgãos.
  • Provoca distúrbios associados à desnutrição.
  • Lesa o aparelho digestivo quando há vômitos constantes.
  • Provoca arritmias cardíacas.
Nas adolescentes, os principais sinais da anorexia são o enfraquecimento, a perda de peso visível e a ausência de menstruação.
Tratamento
  • Reidratar o organismo, recomeçando a alimentação à base de soros e líquidos (o estômago reduzido por não comer a tempos não suporta alimentos sólidos).
  • Introduzir gradualmente alimentos pastosos até chegar aos sólidos.
  • A pessoa também vai precisar reaprender a conviver com os outros durante as refeições, entrar em supermercados, fazer compras, ir a festas, participar dos almoços com a família, enfim, voltar a lidar com o lado social da comida.
Quanto à imposição, ela só é feita em casos que já estão muito graves, com perigo de morte (arritmia cardíaca, vômitos espontâneos). Para os demais casos ela deixou de ser recomendada porque tira o paciente da vida social, o que dificulta ainda mais a sua readaptação.
A psicoterapia é muito importante para a eficácia do tratamento. Através dela a pessoa vai alterar os hábitos adquiridos e voltou a comer.
É recomendado também que a família do paciente participe de sessões de terapia familiar em grupo para auxiliar a paciente em seu ambiente.

Sintomas
  • Preocupação excessiva com a alimentação. A pessoa passa a maior parte do tempo pensando no medo de engordar.
  • Sensação intensa de culpa e uma ansiedade desproporcional por eventualmente ter saído um pouco da dieta.
  • As pessoas dizem que você está muito magra, suas roupas estão cada vez mais largas, mas você não se acha magra e ainda quer perder peso.
  • Menstruação irregular, ou não existente.
Obs: se você se identificou com um desses tipos, consulte um médico psiquiatra ou endocrinologista.
As estatísticas revelam que 90% dos pré-adolescentes com problemas de bulimia e anorexia são filhos de pais obesos ou excessivamente preocupados em emagrecer.

Bulimia nervosa
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Pessoas com bulimia nervosa ingerem grandes quantidades de alimentos e depois eliminam o excesso de calorias através de jejuns prolongados, vômitos auto-induzidos, laxantes, diuréticos ou na prática exagerada e obsessiva de exercícios físicos.

Devido ao "comer compulsivo seguido de eliminação" em segredo, e ao fato de manterem seu peso normal ou com pouca variação deste, essas pessoas conseguem muitas vezes esconder seu problema das outras pessoas por anos.

Assim como a anorexia, a bulimia caracteristicamente se inicia na adolescência. A doença ocorre mais freqüentemente em mulheres, mas também atinge os homens.
Indivíduos com bulimia nervosa, mesmo aqueles com peso normal, podem prejudicar gravemente seu organismo com o hábito freqüente de comerem compulsivamente e se "desintoxicarem" em seguida.
Sintomas comuns da bulimia
  • Interrupção da menstruação.
  • Interesse exagerado por alimentos e desenvolvimento de estranhos rituais alimentares.
  • Comer em segredo.
  • Obsessão por exercício físico.
  • Depressão.
  • Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
  • Vômitos ou uso de drogas para indução de vômito, evacuação ou diurese.
  • Alimentação excessiva sem nítido ganho de peso.
  • Longos períodos de tempo no banheiro para induzir o vômito.
  • Abuso de drogas e álcool.
Personalidade: pessoas que desenvolvem bulimia quase sempre consomem enormes quantidades de alimentos, geralmente sem valor nutritivo, para diminuir o estresse e aliviar a ansiedade. Entretanto, com a extravagância alimentar, surgem a culpa e depressão.
Pessoas com profissões ou atividades que valorizam a magreza, como modelos, bailarinos e atletas, são mais suscetíveis ao problema.
Tratamento
Quanto mais cedo for diagnosticado o problema, melhor. Quanto mais tempo persistir o comportamento alimentar anormal, mais difícil será superar o distúrbio e seus efeitos no organismo.
O apoio e incentivo da família e dos amigos podem desempenhar importante papel no êxito do tratamento. O ideal de tratamento é que a equipe envolva uma variedade de especialistas: um clínico, um nutricionista, um psiquiatra e um terapeuta individual, de grupo ou familiar.

Comer-compulsivo
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É um dos transtornos alimentares que se assemelha à bulimia, pois caracteriza-se por episódios de ingestão exagerada e compulsiva de alimentos e, no entanto, difere da bulimia, pois as pessoas afetadas não produzem a eliminação forçada dos alimentos ingeridos (tomar laxantes e/ou provocar vômitos).
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Pessoas com esse transtorno sentem que perdem o controle quando comem. Ingerem grandes quantidades de alimentos e não param enquanto não se sentem "empanturradas".

Geralmente apresentam dificuldades em emagrecer ou manter o peso. Quase todas as pessoas com esse transtorno são obesas e apresentam história de variação de peso. São propensas a vários problemas médicos graves associados à obesidade, como o aumento do colesterol, hipertensão arterial e diabetes.
É um transtorno mais freqüente em mulheres.
Sintomas
  • Comer em segredo.
  • Depressão.
  • Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.
  • Abuso de drogas e álcool.
Tratamento
O êxito é maior quando diagnosticados precocemente. Precisa de um plano de tratamento abrangente, em geral, um clínico, nutricionista ou um terapeuta, para lhe dar apoio emocional constante, enquanto o paciente começa a entender a doença de uma forma de terapia que ensine os pacientes a modificar pensamentos e comportamentos anormais, que em geral, são mais produtivas.
Na calada da noite
A ingestão exagerada e compulsiva de alimentos, característica da bulimia e do comer compulsivo foi batizada, em inglês, com o nome de binge eating (orgia alimentar). Elas geralmente ocorrem na calada da noite, longe do olhar de censura de outras pessoas, e são acompanhadas por uma sensação subjetiva de perda de controle, seguida de culpa.
Assim como ocorre na compulsão pelo álcool, pelas drogas, pelo sexo, ou em outras formas de dependência, as causas profundas do comer compulsivo continuam a ser um mistério para os estudiosos.
Indivíduos obesos têm maior risco de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer (estômago/intestino).




Prevenir distúrbios alimentares também
é papel da escola 
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Adolescente que evita comer em público. Criança que observa o corpo várias vezes ao dia e se acha gorda. Menino ou menina que passa mal quando termina de se limentar e corre para o banheiro ou falta à aula porque está sempre doente. Atenção! Pais e professores devem ficar em alerta porque os sinais são de um distúrbio alimentar.

O problema é mais comum entre os adolescentes e adultos jovens, mas não é raro uma criança de 10 a 12 anos, por exemplo, já apresentar sinais de bulimia nervosa, anorexia nervosa e transtorno de compulsão alimentar periódica (TCAP), os distúrbios alimentares mais comuns, segundo os endocrinologistas e pesquisadores. Também já foi diagnosticada a doença em crianças com menos de seis anos de idade.
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"A comunidade escolar deve estar preparada para encaminhar ao atendimento especializado de saúde, sem esquecer a conscientização dos familiares"
Na opinião da médica Isabela Bussad, pesquisadora e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a escola tem a responsabilidade social de prevenir e identificar os distúrbios alimentares entre as crianças e adolescentes. "Os meninos e meninas passam a maior parte do seu tempo na escola. Então é lá que pode ser observado se eles têm algum tipo de distúrbio. Para isso, a comunidade escolar deve estar preparada, inclusive sobre como fazer o encaminhamento ao atendimento especializado de saúde, sem esquecer a conscientização dos familiares", diz.

Para a médica endocrinologista, a atenção da escola com relação aos distúrbios alimentares não é diferente se a unidade de ensino é da rede pública ou particular. Não se pode dizer que uma esteja mais preparada do que a outra. "Há excelentes escolas na rede privada como também na rede pública, e não se pode generalizar. Existem aquelas que procuram esclarecer estas questões para alunos e familiares e também as que não têm tanto cuidado", declarou.

Os Ministérios da Saúde e da Educação não disponibilizam, nas escolas públicas, serviços especializados para o atendimento aos distúrbios alimentares. Mas a coordenadora geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar - mais conhecido como Merenda Escolar -, Albaneide Peixoto, diz ser recomendado às unidades escolares um cardápio rico em micronutrientes como ferro, cálcio, magnésio e zinco, além dos macronutrientes como as proteínas e carboidratos. "Em média, o lanche escolar servido aos estudantes de Ensino Fundamental possui 300 quilocalorias", diz Albaneide, acrescentando ainda que os nutricionistas ficam atentos às possíveis intolerâncias alimentares e patologias, a fim de encaminhar os casos para um especialista.

A coordenadora do Merenda Escolar lembra que uma cartilha confeccionada pelo MEC e Ministério da Saúde e do Desenvolvimento Social é distribuída na escola com informações sobre nutrição, obesidade e alimentos saudáveis. E foi observando a alimentação dos seus alunos que a professora Silvana Farias, diretora do Colégio Estadual Justiniano de Serpa, um dos mais antigos do Ceará, ficou preocupada com o comportamento de duas alunas adolescentes. "Elas nunca comiam direito. Evitavam a alimentação. Foram encaminhadas para o Serviço de Orientação Psicopedagógica e depois para um atendimento especializado", conta.

"O primeiro trabalho é com o professor que orienta os alunos sobre uma alimentação saudável. Na nossa cantina também não oferecemos alimentos fritos com alto teor de gordura", informa a psicóloga Lidiane Araújo, do Colégio Ari de Sá, da rede particular em Fortaleza. Lidiane diz que são promovidos ciclos de palestras com os alunos, professores e pais, em que são enfocados os distúrbios alimentares e suas conseqüências.

NúmerosA estimativa é de que, no Brasil, um em cada 250 adolescentes e adultos jovens tem anorexia. Nos Estados Unidos, essa relação é de um para 100. A doença atinge, principalmente, mulheres na faixa etária entre 11 e 18 anos, e a maioria pertence às classes média e alta. Quanto à bulimia, é mais freqüente entre pessoas de 16 a 20 anos, sendo 90% do sexo feminino. Entre os que buscam tratamento, metade se recupera completamente, um terço alcança cura parcial e o restante não responde ao tratamento, chegando até a morte.
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Psiquiatra aconselha pais e professores a orientarem seus filhos para terem uma alimentação saudável
No caso da bulimia nervosa, 90% dos pacientes recorrem ao vômito como um mecanismo de purgação, o que pode causar sérias alterações no organismo, segundo alerta do psiquiatra Fábio Gomes de Matos, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Centro de Tratamento de Transtorno Alimentar (Cetrata). O psiquiatra aconselha pais e professores a orientarem seus filhos para terem uma alimentação saudável.

O perfil psicológico de um paciente com esse distúrbio, segundo o psiquiatra, é de uma pessoa perfeccionista, o tipo do estudante com desempenho escolar que chega à perfeição, exigente e com uma expectativa muito grande de atingir todos os objetivos.

"A predominância é das mulheres. Em cada 10 pacientes, nove são mulheres e um é homem", reafirma e faz um alerta: "Corpo bonito é o corpo saudável, e não desnutrido". Na opinião do médico, a comunidade escolar poderia ajudar muito na orientação, prevenção e encaminhamento para o tratamento dos transtornos alimentares. "Folhetos explicativos deveriam ser distribuídos com mais freqüência nas escolas. Orientações e palestras periódicas com a participação dos pais, professores e alunos e a presença de um profissional especializado na unidade escolar, para fazer o diagnóstico", são sugestões do psiquiatra.

Como identificarA anorexia é uma doença em que o paciente se recusa a ingerir alimentos, chegando a ficar, em média, 15% abaixo do peso normal para a idade. São pessoas muito magras, mas que não se convencem de que enfrentam um desequilíbrio alimentar. Acreditam sempre que estão obesos. Por isso, fazem a dieta da inanição, praticam exercícios exagerados e tomam laxantes. Os portadores desse distúrbio alimentar têm ansiedade, anemia, diminuição respiratória, descontrole do ciclo menstrual, depressão e obsessão por contagem de calorias.

Foi nessa situação que a cearense Adriana Paula estava no auge dos seus 20 anos. "Não admitia que tinha algum tipo de distúrbio e cada vez aumentava a depressão. Não queria comer e perdi tanto peso que cheguei na faixa dos 30 quilos com altura de 1,62 metro", recorda. Com nível médio de escolaridade, ela diz que na escola pública onde estudou não havia serviço de atendimento. Em casa, fazia tudo para esconder. "Mas começaram a notar, e minha cunhada me trouxe para o Cetrata, onde estou há oito meses", completa.
A bulimia nervosa é um desequilíbrio alimentar psicológico e se caracteriza por episódios de compulsões periódicas de excesso alimentar, seguido de métodos inapropriados de controle de peso, como se livrar da comida que foi ingerida a qualquer custo.
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"A escola deve se preparar melhor, ter uma equipe multidisciplinar e ficar atenta aos sintomas dos distúrbios alimentares"
Era dessa forma que agia a estudante de enfermagem Natália Crisóstomo, de Fortaleza. Com 12 anos, surgiram os sintomas da bulimia nervosa. "Tomava laxante e provocava o vômito. Morava com o meu pai e ele não sabia de nada. Uma vez, na sala de aula, estava conversando com uma amiga que também tinha distúrbio alimentar - mas era anorexia -, e a professora nos encaminhou à psicóloga. Ela apenas nos aconselhou a nos alimentarmos direito porque, caso contrário, a gente não teria forças para estudar. A conversa parou aí".

Natália faz tratamento há um ano e diz que o pai e o namorado, depois que perceberam a doença, ajudaram muito, apoiando e a levando para o atendimento especializado. "É difícil admitir, ainda mais quando se é uma criança ou um adolescente. Por isso acho que a escola deve se preparar melhor, ter uma equipe multidisciplinar e ficar atenta aos sintomas dos distúrbios alimentares".

Segundo os especialistas, não existe causa exata para o desenvolvimento da bulimia. A pesquisadora Isabela Bussad diz que pode ser uma predisposição biológica, relacionada também a pressões sociais e questões psíquicas. As pessoas portadoras de bulimia, geralmente, têm baixa auto-estima e uma sensação obsessiva de que estão gordos. O excesso de acidez gástrica e a sensibilidade ao frio e calor causam problemas dentários na pessoa com bulimia. Também sofre de inchaços e dor nas glândulas salivares, e podem ter úlcera estomacal, hérnias de estômago e esôfago, desequilíbrio na excreção, arritmia cardíaca e desidratação.

A médica Isabela Bussad diz que a adolescência é a faixa etária de maior risco e o diagnóstico pode ser difícil até mesmo para o profissional de saúde. Às vezes leva anos para que o transtorno seja identificado e isso ocorre geralmente quando aparecem as manifestações físicas como o baixo peso, a parada no crescimento, as olheiras, a pele e mãos ressecadas, as cáries em maior quantidade, as cólicas.

Ela informa que o tratamento de um transtorno alimentar não é fácil e demora anos. É feito em ambulatórios especializados ou grupos, por uma equipe multidisciplinar que inclui psiquiatra, endocrinologista e psicólogo. No primeiro ano, o paciente pode ter melhoras, mas corre o risco de ter recaídas. No caso da anorexia nervosa, por exemplo, metade dos casos se agrava de forma crônica.

*Jornalistas Amigos da Criança é um projeto da
Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI).
Rita Célia Faheina é repórter
da editoria de Cotidiano
do jornal O Povo e Jornalista Amiga da Criança desde 2003